Letras

Entre 1926 e 1945 foram publicadas milhares de letras de fado sendo nelas muito frequente a existência de elementos explicitamente religiosos. Deste modo, esta é uma pequena antologia recolhida entre as muitas letras que contêm essas marcas de religiosidade ou espiritualidade.
A maior parte das páginas dos jornais de fado eram ocupadas por poemas, servindo estes de plataforma de divulgação da «poesia popular» e, bem assim, muitos poetas populares publicavam opúsculos com os seus versos. O exercício da escrita de poemas de fado valia por si, tendo havido uma grande parte deles que nunca foram cantados e, muito menos, gravados. A sua redação incluía o domínio de técnicas como a rima, a métrica ou a glosa de um mote.
A vida e a morte(1926) Fernando d’Almiro
Conselho(1926) Pedro Rodrigues
Oração ao Fado(1926) Carlos Conde
Oração(1926) Carlos Conde
Guitarradas XVIII(1927) Silva Tavares
Guitarradas VII(1927) Silva Tavares
Fatalidade(1927) Carlos Cordeiro
Fatal loucura(1927) Carlos Conde
Soltas(1927) Ermelindo
Soltas(1927) Cardo
Quadras(1927) Dr. Mário Valença
Algumas Quadras(1927) Fernand’Almiro
Algumas Quadras(1927) Avelino de Sousa
Algumas Quadras(1927) Domingues Serpa
Soltas(1927) Aurora Dubini
Pecados d’Amor(1928) António Amargo
Fado Triste(1928) António Menano
Da Flandres(1928) Henrique Bruno
Feliz Natal(1928) João Oliveira Vidal
Uma tragédia(1928) Artur do Intendente
O Fado(1928) Jaime Gaspar Viegas
O beijo de Judas(1929) João Linhares Barbosa
Rosto moreno(1929) Domingos Serpa
Fado…do Fado(1929) Rovialbumello
Os pobrezinhos(1930) José Gonçalves
As duas mães(1930) G. Santos Monteiro
A Canalha(1930) José Alves
O Fado(1930) José Alves
Musa ao volante(1930) Joaquim Frederico de Brito
A minha canção(1931) José Gonçalves
Nova Religião(1931) Martins Vagueiro
Misticismo(1931) Candinho Torresão
Voltas(1931) José d’Oliveira
Dramas da Sociedade(1932) Armando Neves
Desespero !(1932) Henrique Bruno
O engeitado(1932) João Inácio
Quadra(1932) Lino Teixeira
Amor de mãe(1932) Ercília Costa
Impossível(1933) Júlio Guimarães
Cuidado… Tristeza(1933) Sousa Mota
Não te confesses(1933) Manuel Pereira da Costa
A minha religião(1933) Eduardo Figueira e Figueira
Coração, monge do amor(1933) José Luiz Baptista
Soltas(1933) Manuel de Rezende
Pesada demais(1933) Júlio d’Oliveira Antunes
O remorso da adúltera(1933) José Alves
Pecadora e crente(1933) José Gonçalves
Cristão, sim! Catolico não!(1933) Sousa Mota
Lamentos(1933) Marçal Osório
Sonho(1933) Adriano dos Reis
Os sinos da minhal aldeia(1933) José Santos
Milagres(1933) Henrique Bruno
Traição(1933) João Inácio
Imitação(1933) João Linhares Barbosa
Há festa na Mouraria(1933) Gabriel de Oliveira
Emigrantes(1934) Joaquim Frederico de Brito
O sonho do emigrante!...(1934) Armando Barata
Fado do Algarve(1934) Carlos Conde
Onde vais criancinha?(1934) Joaquim Augusto
Quadras(1934) Manuel de Rezende
Novo Missal(1934) Martinho d’Assunção
O milagre(1934) Joaquim M. S. Teixeira
Quadra(1934) J. Frederico de Brito
O Fado!...(1934) Manuel Maria da Silva
Sem perdão…(1935) Herculano Alves
Barbárie(1935) João Linhares Barbosa
Outra religião(1935) Fernando José Esteves
Coração(1936) Manuel Maria Rodrigues
Portugal Pequenino(1936) Domingos Santos
O dever acima de tudo(1936) J. Gabriel d’Almeida
O filho da velhinha(1936) Manuel Monteiro
Quadra de Silva Tavares dedicada a Armandinho(1936) Mário Domingues
Evocação do Fado(1937) Joaquim da Costa Cabral
O escarneo(1937) Américo Capela
Virgem laboriosa(1937) João Linhares Barbosa
O culto do Fado(1937) João Inácio
Lisboa(1938) Manuel José da Silva
Saudades(1938) Lídia R. Lourenço
Leis do Fado(1938) Sabino I. dos Santos
Teus Olhos(1938) Helena Moreno Verdugo Afonso
Romaria(1938) Alberto Vítor Machado
Minha mãe(1939) Mantas Massano
A oração da orfã(1939) Ferreira de Carvalho
Fé redentora(1939) José Alves Reo
Castigo(1939) Raul de Oliveira
Cruz de Guerra(1940) Armando Neves
A minha cruz!...(1940) José Saraiva
Oração ao Fado(1940) Luciano Marques
Opinião feminina(1940) Júlia Pinto
O coração é um sino(1941) José Rodrigues Estronca «Estro»
Preces(1941) M. Justino de Oliveira
Fui tua…(1941) Carlos Conde
Não matarás(1941) Carlos Zamara (Guitarra)
Minha Cruz(1941) Silvino da Silva
Morreu Rosa Maria(1942) José Ferreira (Funchal)
A cruz que trazes no peito(1942) Maria Luiza Almeida Lopes
Causas e efeitos(1943) Júlio César Valente
As tuas pragas(1943) João Inácio
Ninguem foge ao seu destino(1944) Maestro Jaime Mendes
Carta da prisão(1944) Manoel Abrantes
Não casarás(1944) Belmira da Cruz
Trindades(1944) Alberto Pinto da Costa
Ingrantidão(1945) João Gomes Serrão
Vai saír a procissão(1945) Aureliano Lima da Silva
Oração(1945) Radamanto
Canção do Sonho(1945) J. Afonso de Matos
A minha canção do berço(1945) João Linhares Barbosa
Melhor Sorte(1945) J. Afonso de Matos
Coisas da vida(1945) Radamanto
Quadra(1945) Manuel Maria Silva
Quadra(1945) Armando S. C. da Encarnação
Quadra(1945) Belmira da Cruz
Quadra(1945) Avelino de Barros
Quadra(1945) Armando S. C. da Encarnação
Quadra(1945) João Leão da Silva
Quadra(1945) Jaime Fernandes Monteiro (Beja)
Quadra(1945) Ildefonso Tito Rocha
Quadra(1945) Helena Verdugo Afonso
O Genio do Fado(s.d.) Silva Tavares
Uma oração(s.d.) Lino Teixeira
Fado corrido n.º 2(s.d.) Mariamélia
A dor do fado(s.d.) Filipe Pinto
Santa cruz(s.d.) Domingos Santos
Quadra(s.d.)
A maiór dôrAvelino de Souza
O meu menino é pequenino
Quadras de Amor e de SaudadeJúlio Guimarães
Quadras de Amor e de SaudadeJúlio Guimarães
Quadras de Amor e de SaudadeJúlio Guimarães
Quadras de Amor e de SaudadeJúlio Guimarães
QuadrasJúlio Guimarães
Um suplicio!...Em Júlio Guimarães
SoltasJúlio Guimarães
SoltasJúlio Guimarães
Fado Berta
Que os anjos entristecia
Quadra[Popular]
Quadra[Popular]
QuadraJosé Brandão Pereira de Melo
QuadraManuel Maria da Silva
QuadraMaria Emília Ferreira
Quadras
QuadraJúlio Janota
Não teimesSilva Tavares

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A maior parte das páginas dos jornais de fado eram ocupadas por poemas, servindo estes de plataforma de divulgação da «poesia popular» e, bem assim, muitos poetas populares publicavam opúsculos com os seus versos. O exercício da escrita de poemas de fado valia por si, tendo havido uma grande parte deles que nunca foram cantados e, muito menos, gravados. A sua redação incluía o domínio de técnicas como a rima, a métrica ou a glosa de um mote.
Integram-se os grupos de fadistas e concertistas amadores, também sem fins lucrativos mas com o objetivo de beneficência ou de propaganda do fado; como tal, podem não corresponder aos requisitos jurídicos exigidos na constituição de uma associação. Deste modo, a referência à beneficência e ao amadorismo serviu de critério para a diferenciação dos grupos profissionais. Considerámos nesta lista o «Grupo de Guitarradas Secreto do Porto» e o «Grupo Artístico Fados Unidos», não obstante ser dúbio se se trata de um grupo amador, profissional ou de uma associação.

Glossário

As referências bibliográficas dos periódicos de fado encontram-se codificadas do seguinte modo: o título está referido através de uma sigla que corresponde a duas letras maiúsculas, segue-se a data (sem ser por extenso); o número e o ano do jornal encontram-se separados por uma barra e, depois de uma vírgula, indica-se a página. Exemplificamos: a referência CS 01.03.38, 198/15, 2 corresponde a Canção do Sul, 1 de Março de 1938, n.º 198, ano 15, p. 2. As siglas que codificam os títulos são as seguintes: